Realizado pelo Sesc, maior projeto de artes cênicas em circulação no país traz programação gratuita e com preços populares, durante quase 20 dias
Realizado pelo Sesc, o Palco Giratório, maior projeto de artes cênicas em circulação do país, volta ao estado, com seu festival, trazendo mais visibilidade ao calendário cultural do Recife e de Jaboatão dos Guararapes. De 20 de maio a 07 de junho, cerca de 70 atividades, em ampla programação gratuita e a preços populares, estarão disponíveis ao público, com destaque especial para os espetáculos de teatro, dança, música e circo.
As atrações do projeto vão ocupar teatros, cinemas, parques e espaços culturais. Ao todo, serão 26 peças pernambucanas no palco e mais 15 nacionais, vindas de diversos estados brasileiros. A compra antecipada de ingressos já pode ser feita pelo site https://palcogiratorio.sescpe.com.br/.
“Nosso estado é uma potência criativa, o pernambucano respira cultura. Esse é um dos trabalhos mais importantes que o Sesc entrega à sociedade, ampliando o acesso da população às artes cênicas e promovendo o intercâmbio entre artistas de todo o país que enriquecem o nosso fazer cultural”, destaca Bernardo Peixoto, presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PE. Até o dia 7 de junho, a programação vai ocupar teatros, cinemas, parques e espaços culturais do Recife e Jaboatão dos Guararapes. Ao todo, serão 26 peças pernambucanas no palco e mais 15 nacionais, vindas de diversos estados brasileiros.
A noite de abertura será marcada pelo espetáculo “Capiba, pelas ruas eu vou”, musical em circulação há mais de 20 anos, produzido pelo ARIA SOCIAL, homenageando o grande músico e compositor pernambucano. A solenidade será no Teatro do Parque, a partir das 19h do dia 20 de maio, com entrada custando a partir de R$ 15,00.
Ao longo dos 19 dias de realização, haverá atividades nos teatros Capiba, Samuel Campelo, Hermilo Borba Filho, do Parque, Barreto Júnior, Apolo e Santa Isabel. A iniciativa do Sesc também vai circular por espaços alternativos como o Paço do Frevo, Bar do Mamulengo, Clube Bela Vista, e Centro de Artes e Comunicação (CAC – UFPE) e em lugares abertos ao público, como o Parque Urbano da Macaxeira, na Zona Norte do Recife.
Serão em média 4 atividades por dia, incluindo espetáculos, oficinas, shows, maratona de inovação, lançamentos de livros e seminário, abordando debates de interesse à toda sociedade, incluindo a negritude, a acessibilidade, o respeito às diferenças, as juventudes, as potências do corpo e o protagonismo infantil nas artes cênicas.
Entre os destaques desta edição está o Grupo Sobrevento, de São Paulo, que completa 40 anos de carreira como homenageado do Palco Giratório 2026, realizando um circuito especial com a peça “Para Mariela”, que será encenada dia 23 de maio, no Teatro Hermilo Borba Filho, com sessões às 17h e às 20h. O representante pernambucano nesta edição do Festival é o “Re Te Tei”, espetáculo de teatro de formas animadas inspirado no mamulengo apresentado pela Tropa do Balacobaco, grupo surgido na cidade de Arcoverde (PE), e que contará com apresentação no Recife dia 07 de junho. O grupo apresenta, ainda, o seu novo filme, “Re Te Tei”, inspirado na peça, com sessão gratuita no Cinema São Luiz.
Programação – Nos demais dias, estarão em cena no Festival também “O dia em que a Morte sambou”, de Habbib e Valeria (PE); “Helô em busca do baobá sagrado”, da DoceAgri (PE); “Notícias do dilúvio – um canto a Canudos, da Cia Biruta (PE); o filme “Salu e o Cavalo Marinho”, de Cecília da Fonte Alves (PE); “Franquinho@ – uma história em pedacinhos” e “Frankenstein”, do Coletivo Gompa (RS); “Corpos de tambor”, do Coletivo Croa (PA); “Bando”, do Máscara Encena (RS); “Roda”, do Núcleo de Dança do Centro Cultural Sesc Garanhuns (PE); “No Coração da Lua”, do Grupo Estação de Teatro (RN); “Infinito”, de Márcio Fidelis Cia de Dança e Cooxia Coletivo Teatral (BA); “A Maçã”, de William Seven (SP); “Agbará Obirin”, da Cia de Dança Daruê Malungo (PE); “A Ver Estrelas”, do Coletivo Trela de Experimentação Cênica para a Infância (PE); Contação de Histórias para Bebês, com Yalle Feitosa (PE); “Caixa Ninho”, do Eranos Círculo de Arte (SC); intervenção closeup com Rauan Moreira (PE); “No armário não cabe ninguém”, do GPeTI – Grupo de Pesquisa em Teatro para Infância (PR); “Sancho Pança, o fiel escudeiro”, do Palhaço Piruá (RN); “HA!”, do Grupo Artilharia Cênicas (MG); “Pontilhados”, do Grupo Experimental (PE); “O Encontro da Tempestade com a Guerra”, do Circo Experimental Negro (PE); “Peça Única”, da House of Hands up MS (MS); “Espécie em Extinção”, do Grupo Córpore (PE); “Eduardo: o rei das praças”, de Eduardo Show da Vida e Alysson Lemos (CE); “Miau”, do Grupo Pé de Vento (PE); “Pisadas”, do Manifesto Cultura Popular (PE); “Dandara na Terra dos Palmares”, de Arte Sintonia Companhia de Teatro (BA); shows do Coco Eremim e do Mestre Zezinho de Casa Amarela, pelo Selo Sesc Pernambuco (PE); e apresentação do Mestre Miro dos Bonecos (PE), além de produções diversas de estudantes, atores, bailarinos e artistas circenses em formação das escolas de artes cênicas da Região Metropolitana do Recife.
Trela – Além dos espetáculos, o Palco Giratório trará à capital a segunda edição do Trela – Seminário de Artes Cênicas para as Infâncias, que vai ocupar o Teatro Apolo, de 28 a 30 de maio, com debates, conferências e espetáculos dedicados a pensar “Artes cênicas e a responsabilidade coletiva de cuidar de nossas crianças”. Além disto, o seminário contará com inscrições online e será transmitido para os inscritos no formato remoto. Reunindo olhares da pedagogia, da criação e da psicanálise, o seminário coloca em pauta como cultivar a sensibilidade, escuta e cuidado na construção de mundos mais atentos às crianças e às maneiras que elas percebem o mundo, aplicando esses saberes nas Artes Cênicas (circo, dança e teatro) e nas Culturas Populares.
A homenageada do Trela será Vilma Carijós (PE), do Centro de Educação e Cultura Daruê Malungo, que desde 1988 atua na cena cultural pernambucana, e contará com a psicanalista Maria Homem (SP) discursando na conferência de abertura. O seminário Trela é direcionado a artistas, arte-educadores, pesquisadores, pedagogos, estudantes das artes, da pedagogia e outras áreas de interesse ao fazer cultural e desenvolvimento infantil. As inscrições podem ser feitas por meio do https://eventos.sescpe.com.br/trelaseminario, e custam a partir de R$ 30,00.
Inovação – O Palco Giratório também é inovação e, em 2026, proporcionará às mentes criativas a oportunidade de desenvolverem novas ideias para desafios reais das Artes Cênicas, por meio de um Ideathon, maratona de inovação que durante dois dias vai incentivar a transformação de ideias em protótipos. A ideia vencedora será premiada com R$4 mil brutos e podem participar estudantes, profissionais e entusiastas das diversas áreas que envolvem as Artes Cênicas. O regulamento e detalhes da competição podem ser conferidos no site do 10º Festival Palco Giratório. A iniciativa é do Sesc, em correalização com o Senac.
Palco Giratório
Lançado em 1998 pelo Sesc, o projeto já contou com a participação de 380 grupos artísticos de todas as regiões brasileiras. Desde então, já registrou mais de 10 mil apresentações a um público estimado em 5 milhões de espectadores. Neste ano, 28ª edição do Palco Giratório circulará de abril a dezembro com 381 apresentações e 164 ações formativas, que somam 337 horas de oficinas, realizadas por 16 grupos artísticos de 12 estados em sua circulação nacional. Espetáculos de teatro, dança e circo compõem a programação dessa edição, que alcançará 113 cidades de 23 estados.
Serviço – 10º Festival Palco Giratório no Recife e RMR
Data: 20 de maio a 07 de junho de 2026
Informações: https://palcogiratorio.sescpe.com.br
Ingressos: a partir de R$15; vendas antecipadas pelo site e, no dia do evento, na bilheteria de cada teatro (sujeito à disponibilidade)
Seminário Trela: https://eventos.sescpe.com.br/trelaseminario





